29 de jun de 2026
Tipo: publieditorial
O clima de torcida tomou conta do país com a Seleção Brasileira em campo na Copa do Mundo de 2026. No entanto, as partidas realizadas em dias úteis costumam levantar uma dúvida recorrente entre empresas e trabalhadores: afinal, os jogos do Brasil garantem direito à folga ou à liberação obrigatória?
Segundo Fernanda Macedo, diretora da Life DH, consultoria especializada em desenvolvimento humano e gestão estratégica de pessoas, a resposta legal é objetiva: não. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os dias de jogos da Seleção Brasileira não são considerados feriados nacionais, estaduais ou municipais, não havendo obrigação legal de dispensar os colaboradores durante as partidas.
Nesta segunda-feira, 29 de junho, o Brasil entra em campo às 14h (horário de Brasília), pela fase eliminatória da Copa do Mundo, em Houston (EUA), contra o Japão.
Diante desse cenário, muitas organizações optam por soluções que conciliam produtividade, engajamento e bem-estar. Entre as alternativas mais adotadas estão a compensação de horas, com liberação antecipada mediante acordo de banco de horas, ou a transmissão da partida no próprio ambiente de trabalho, computando esse período como jornada normalmente trabalhada.
Já nas empresas que atuam em regime de home office, uma possibilidade é combinar previamente uma pausa durante os 90 minutos da partida, com retorno imediato às atividades após o apito final, preservando tanto a flexibilidade quanto o cumprimento das entregas.
A especialista ressalta que ausências não autorizadas, atrasos injustificados ou abandono das atividades para assistir ao jogo podem resultar em descontos salariais e medidas disciplinares, conforme previsto na legislação trabalhista.
“Mais do que decidir se haverá ou não liberação, o mais importante é que a empresa comunique suas regras com antecedência. Quando existe clareza nas orientações, reduzimos conflitos, evitamos o absenteísmo e ainda podemos transformar um momento de grande interesse nacional em uma oportunidade de fortalecer a integração, o sentimento de pertencimento e as ações de endomarketing”, destaca Fernanda Macedo.
Para a especialista, o equilíbrio entre o cumprimento das obrigações legais e uma gestão humanizada fortalece a cultura organizacional e demonstra que é possível valorizar as pessoas sem comprometer os resultados da empresa.