Literatura

Jornalista Biana Alencar lança livro infantil sobre fósseis do Cariri na Bienal do Livro do Ceará

03 de abr de 2025


Foto: Reprodução / Instagram
Foto: Reprodução / Instagram

A jornalista cearense Biana Alencar acaba de lançar seu livro “O Tesouro Encantado” na Bienal Internacional do Livro do Ceará neste sábado (12), às 10h, no estande da Editora Instituto Imeph. A obra fala sobre fósseis do Cariri e entrelaça as memórias de Biana e sua família na região cearense.

O livro conta as aventuras de Pedro, que descobre um fóssil guardado pela sua avó Ana, e parte em busca da resposta: ele deve revelar o artefato histórico ou deixar o tesouro para Ana, que tem um apego afetivo pelo material?

A jornalista é produtora do núcleo nacional da TV Verdes Mares (afiliada da Globo), e também apresentadora do Nordeste Rural. Com família de Santana do Cariri, ela traz frequentemente pautas sobre a região. Com foco no público infantil, o projeto tem ilustrações de Edusá e é um mergulho nas memórias e interesses da escritora.

“O Tesouro Encantado” fala também sobre a família de Biana. A avó Ana e o netinho Pedro são inspirados em sua mãe e seu filho, e até ganharam o mesmo nome. Já a “pegada” jornalística fica por conta dos fósseis mesmo, um tema que tem ganhado espaço com as repatriações recentes de materiais levados de forma irregular para outros países. Para isso, a escritora também fez questão de ter a consultoria de paleontólogos.

O livro mostra que o fóssil guardado por Ana tem uma representatividade importante para a ciência. A personagem principal acredita, no entanto, que o fóssil é encantado porque “os animais ficavam presos na pedra de forma mitológica”. Ela transmite a história para o neto e mostra o artefato. Quando Pedro descobre que é um fóssil, a trama vai se desenrolando.

A história se passa em Santana do Cariri e dialoga também com o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado na cidade. O lançamento aconteceu primeiro na região do Cariri e depois em outros locais, em Fortaleza acontece neste mês de abril, na Bienal Internacional do Livro do Ceará.

Biana começou a escrever a história quando precisou ficar de quarentena ao ser diagnosticada com a Covid-19 em 2020. Ela ficou isolada e achou na escrita uma maneira de encarar o momento difícil. Ao retornar para as atividades, esqueceu dos rascunhos, e só reencontrou com o caderno ao mudar de casa, dois anos depois.

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