15 de maio de 2025

A edição 2025 do DFB Festival teve início nesta quarta-feira (14), no Centro de Eventos do Ceará, com a primeira noite de desfiles marcada pela diversidade de propostas e pela valorização da moda autoral. Sob direção de Cláudio Silveira, o evento reuniu novos talentos e nomes consolidados do setor.
A programação começou com a apresentação da coleção “Árido”, assinada por egressos do curso de Design de Moda da UniAteneu. A proposta explorou tons terrosos e elementos do imaginário nordestino com uma abordagem contemporânea.
Na sequência, o desfile do projeto 100% CEART destacou a produção artesanal cearense. A coleção, resultado da parceria entre artesãos e a curadoria de Silveira, trouxe peças com silhuetas retas, acabamento manual e uma cartela de cores sóbria.
O estilista alagoano Jonhson Alves levou à passarela a coleção “Mané do Rosário”, inspirada em manifestações folclóricas de Alagoas. As criações uniram referências tradicionais e linguagem moderna, com destaque para o uso de volumes, texturas e movimento.
Já o estilista cearense Lindebergue apresentou a coleção “Quem”, com proposta performática e crítica social. As peças abordaram a rotina e os desafios do trabalhador brasileiro, trazendo elementos como brilho, estampas, crochê e acessórios marcantes.
Encerrando a noite, a marca Almerinda Maria apresentou uma coleção dividida em dois momentos. O primeiro trouxe peças em preto e branco com propostas que variavam entre o casual e o festivo. Na segunda parte, modelos em tons pastéis evocaram referências das décadas de 1960 e 1970, com destaque para os acessórios como óculos gatinho e pérolas.
O primeiro dia de desfiles reafirmou o papel do DFB Festival como espaço de visibilidade para a moda nordestina em suas múltiplas expressões — do artesanal ao conceitual, do comercial ao experimental.