02 de mar de 2026
Tipo: publieditorial

Abastecer o veículo com atenção à procedência do combustível, às condições do posto e à manutenção preventiva é uma medida essencial para reduzir riscos de acidentes, evitar danos mecânicos e preservar o desempenho do automóvel. A orientação é do Sindipostos-CE, que reforça a importância de práticas seguras tanto no momento do abastecimento quanto no uso cotidiano do veículo, especialmente em períodos de viagens mais longas.
De acordo com a entidade, o primeiro cuidado do motorista deve ser a escolha de um posto regularizado e em conformidade com as normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A qualidade do combustível não está relacionada à bandeira do posto, seja de rede ou bandeira branca, mas ao cumprimento das exigências técnicas e legais. Os estabelecimentos são obrigados a realizar testes periódicos de qualidade, que podem ser solicitados pelo consumidor no momento do abastecimento.
O assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, Antônio José Costa, destaca que alterações no funcionamento do veículo após o abastecimento devem ser observadas com atenção. “Caso o motorista perceba perda de desempenho, falhas no motor ou consumo irregular, é importante registrar a ocorrência e comunicar imediatamente ao posto. A procedência do combustível é determinante para a durabilidade e o bom funcionamento do motor”, afirma.
Outro item que merece atenção é o filtro de combustível, componente com prazo de substituição definido pelo fabricante do veículo. O desgaste ou vazamento nessa peça compromete o desempenho do motor e pode representar risco de incêndio. Da mesma forma, o cheiro de gasolina no interior do carro é um sinal de alerta. Veículos são projetados para impedir a entrada de vapores na cabine, e a presença persistente de odor pode indicar vazamento no sistema de alimentação, aumentando o risco de explosão em ambiente fechado.
Rodar frequentemente com o tanque na reserva também é uma prática desaconselhada. Com baixo nível de combustível, há maior concentração de ar e vapores inflamáveis no interior do reservatório, o que pode afetar o funcionamento do sistema e acelerar o desgaste de componentes. Manter o tanque acima da reserva contribui para maior estabilidade do motor e segurança na condução.
Durante o abastecimento, o procedimento correto inclui desligar o motor e evitar qualquer fonte de ignição próxima à bomba. Existe uma área de influência ao redor do bico de abastecimento onde ocorre a liberação de vapores inflamáveis. Em caso de derramamento, o veículo deve ser afastado do local antes de ser ligado novamente.
Também não é recomendável insistir no abastecimento após o primeiro desarme automático da bomba. O sistema é projetado para interromper o fluxo quando o tanque atinge o limite seguro. Ultrapassar esse ponto pode provocar vazamentos, especialmente em curvas, além de danificar o sistema de ventilação do tanque.
O ambiente do posto deve ser observado pelo consumidor. Situações como eventos na pista ou o reabastecimento dos tanques subterrâneos pelo caminhão-tanque exigem o desligamento e o isolamento das bombas, sendo inadequado realizar o abastecimento nessas circunstâncias devido ao aumento do risco operacional.
Para deslocamentos mais longos, o planejamento é fundamental. Verificar a autonomia do veículo, conferir o nível de combustível e realizar inspeções básicas antes da viagem ajudam a reduzir imprevistos e garantem maior segurança na estrada.
Segundo Antônio José Costa, a informação é um fator decisivo para a prevenção de problemas. “Buscar postos que atuem dentro da legalidade e manter a manutenção do veículo em dia são atitudes simples, mas eficazes. Pequenos cuidados no abastecimento evitam prejuízos maiores e contribuem diretamente para a segurança no trânsito”, conclui.