26 de out de 2026
Tipo: publieditorial

Estimativas apontam que casos podem triplicar até 2050; neurologista explica sinais de alerta e a importância da intervenção rápida
A Doença de Alzheimer representa um dos maiores desafios da saúde pública global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 55 milhões de pessoas convivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por até 80% dos casos. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde apontam cerca de 1,2 milhão de pacientes, número que pode triplicar até 2050 com o envelhecimento populacional.
Segundo o Dr. Reed André Siquera Severo, coordenador da neurologia do Hospital OTO Aldeota, é preciso atenção para não confundir os primeiros sinais com o envelhecimento natural. O especialista alerta que esquecimentos frequentes de recados recentes, dificuldades para planejar tarefas rotineiras, desorientação no tempo e no espaço, problemas de linguagem e mudanças repentinas de comportamento ou humor são sinais inequívocos que exigem avaliação médica imediata.
O diagnóstico combina testes neuropsicológicos, exames laboratoriais e de imagem, como a ressonância magnética. O médico ressalta que o tratamento atual vai além da medicação, integrando reabilitação cognitiva, exercícios físicos e suporte nutricional para preservar a autonomia do paciente por mais tempo. Além disso, o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes, sedentarismo e isolamento social pode evitar ou retardar até 40% dos casos de demência.
Apesar de ser uma condição neurodegenerativa e progressiva, o diagnóstico precoce é fundamental para adiar o avanço dos sintomas e garantir bem-estar ao paciente e aos cuidadores.