Mercado Imobiliário

Mudanças do Minha Casa, Minha Vida ampliam o acesso à moradia e MRV reforça sua estratégia com o novo ciclo do programa

15 de jan de 2026

Tipo: publieditorial


Foto: Divulgação
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As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que entraram em vigor no dia 2 de janeiro de 2026, ampliam os tetos de financiamento, reduzem taxas de juros e reforçam subsídios, especialmente para as faixas 1 e 2, de menor renda. 

Para a MRV, líder no segmento de habitação econômica no país, o novo desenho deve reforçar ainda mais sua estratégia voltada para o setor. Apenas nos primeiros nove meses de 2025, a companhia lançou mais de 31 mil unidades residenciais, das quais 97% estavam enquadradas no Minha Casa, Minha Vida.

Com as novas regras, o valor máximo dos imóveis financiáveis nas faixas 1 e 2 passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, de acordo com o porte do município e sua classificação urbana. Em cidades com mais de 750 mil habitantes, classificadas como metrópoles, o teto chega a R$ 270 mil, enquanto capitais regionais e municípios de médio porte passam a operar com limites entre R$ 255 mil e R$ 260 mil — reajustes de 4% a 6% em relação aos valores anteriores.

Nesse novo cenário, as duas faixas atendidas pelo programa passaram a ter acesso a uma gama ainda maior das unidades habitacionais que integram o estoque da MRV — cerca de 37% a mais em relação às regras válidas em 2024, segundo estimativa da companhia. Hoje, a faixa 1 responde por cerca de 22% das vendas da empresa, enquanto a faixa 2 concentra, aproximadamente, 35%.

Além da atualização dos tetos, o pacote prevê redução de taxas de juros nas faixas sinalizadas e reforço dos subsídios do FGTS, o que diminui o valor da entrada e amplia a viabilidade do financiamento para famílias de menor renda.

O conjunto das medidas é sustentado por um orçamento recorde do FGTS para 2026, de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação, além da previsão de R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas faixas de renda mais baixas. Ao todo, as mudanças impactam 75 municípios, que reúnem cerca de 51,8 milhões de habitantes, com destaque para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“O nosso mercado sempre tem demanda. O déficit habitacional no Brasil é muito significativo, e o programa federal tem um papel importante ao oferecer subsídios e condições de financiamento que viabilizam o acesso à moradia”, afirma Eduardo Fischer, CEO da MRV. 

Nos primeiros nove meses de 2025, mesmo em um cenário de juros elevados, o programa habitacional foi um dos principais vetores de resiliência do setor. Na MRV, ele contribuiu para um crescimento de 17,6% na receita operacional e uma alta de 35,5% no lucro bruto no período.

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